quinta-feira, 20 de junho de 2024

Arte em teoria: uma antologia de estética

 Arte em teoria: uma antologia de estética

Vítor Moura

 No REPOSITÓRIUM da Biblioteca da UNIVERSIDADE DOMINHO. Centro de Estudos Humanísticos (CEHUM) temos acesso aberto a uma publicação que tem como título Arte em teoria: uma antologia de estética da autoria de Vitor Moura.

Acesso ao registo da antologia

Acesso à antologia  

Resumo da Introdução

    «O conceito de “arte” é, tradicionalmente, muito difícil de classificar. Ao longo de séculos de reflexão sobre a grande variedade de matérias que habitualmente designamos através desse termo, a sua compreensão foi sofrendo oscilações muito significativas. Tal foi motivado, desde logo, pela própria mutação do fenómeno artístico, impulsionado frequentemente pelo desejo de se emancipar das etiquetas que lhe eram filosoficamente atribuídas. A tal ponto que, se não fosse por auto -contradição, poderia defender -se que a prática artística é sempre, por definição, contrária à sua própria definição.

    Esta antologia apresenta alguns textos emblemáticos das mais consequentes e relevantes tentativas de explicação do fenómeno artístico. Compõe -se, em primeiro lugar, de um conjunto de três textos oriundos, respetivamente, de cada uma das três variantes das teorias baseadas sobre o objecto de arte, a saber, as teorias essencialistas do representacionalismo (Nelson Goodman), expressionismo (R.G. Collingwood) e formalismo (Roger Fry). Um segundo núcleo, composto pelo texto de Edward Bullough, exemplifica o tipo de explicação psicológica centrada sobre o sujeito. O último grupo é dedicado às teorias da identificação da arte e é composto pelo texto de George Dickie sobre a teoria institucional e o texto em) que Jerrold Levinson descreve a sua teoria da definição histórica da arte. 

(…)»

 

Textos:

·         Como os edifícios representam Nelson Goodman 

·         A arte autêntica como expressão R. G. Collingwood 

·         Um ensaio de estética Roger Fry 

·         A “Distância Psíquica” como um factor na arte e um princípio estético Edward Bullough 

·         A teoria institucional da arte George Dickie 

·         Refinando historicamente a arte Jerrold Levinson 

Semiologia e Semiótica - O signo estético na arte

 

Semiologia e Semiótica 

Tanto o termo semiótica quanto o termo semiologia têm as raízes de suas constituintes iniciais e principiais nas palavras gregas semeîon, ‘signo’, e sema, ‘sinal’, ‘signo’. Tal como a gramática e a aritmética ou a biologia e a filologia, que são campos de estudos de diversas áreas de conhecimento humano, a semiótica e a semiologia, nas suas origens, são os campos de estudo dos signos e dos sinais.

… podendo ser consideradas como ciências do Homem e da Comunicação



                        




SEMIOLOGIA/SEMIÓTICA é o estudo dos signos

O estudo dos signos ganhou uma grande importância na área da comunicação. 

A semiologia serviu de base para o estruturalismo no século XX. Tradição linguística e filosófica. De duas faces: significante/significado (em Saussure) ou de face única em que um significante remete para outro significante numa cadeia sígnica interminável. Em Pierce é triádica (signo, objeto, interpretante).

Semiologia (Europeus)

Acto sémico entendido como facto social que estabelece, através do circuito da fala, uma relação entre dois indivíduos – psicologia social.
O espaço da semiologia tem limites e depois há objectos semiotizados
 - entidade psíquica de duas faces que se condicionam
(obj) tradição linguística e outros domínios da cultura.

Ferdinand de Saussure (1857-1913) foi um linguista e filósofo suíço, seu pensamento exerceu grande influência sobre o campo da teoria da literatura e dos estudos culturais e fundou a semiologia,

Obra: Curso de Linguística Geral, publicado em 2016. 1896 - Professor titular em Genebra. 1907 – 1º Curso LG. 1908-1909 – 2º Curso LG. 1910-1911 – 3º Curso LG.



Semiótica (Anglo-Saxónicos)

 - Interpretação do signo onde apenas exige um individuo: o interprete
 - Sem limites….tudo é integrado no espaço da semiose
 - processo de mediação e abre para uma ideia de infinitude
(obj) tradição lógica/filosófica – estudam o papel da linguagem no conhecimento – teoria geral dos signos


Para Pierce, “todo pensamento é um signo”, assim como o próprio homem. “Em qualquer momento, o homem é um pensamento, e como o pensamento é uma espécie de símbolo, a resposta geral à questão: Que é o homem? – é que ele é um símbolo” (idem). A semiótica, portanto, estuda os signos e como eles se relacionam. Mas o que é um signo?

Signo ou Representamen é aquilo que, sob certo aspecto ou modo, representa algo para alguém. Dirige-se a alguém, isto é, cria, na mente dessa pessoa, um signo equivalente, ou talvez um signo mais desenvolvido. Ao signo assim criado denomino interpretante do primeiro signo. O signo representa alguma coisa, seu objeto. Representa esse objeto não em todos os seus aspectos, mas com referência a um tipo de ideia que eu, por vezes, denominei fundamento do representâmen. (1977, p. 46)

Um Signo/Representamen é qualquer coisa que está relacionada a uma segunda coisa, seu Objeto, com respeito a uma Qualidade, de tal modo a trazer uma Terceira coisa, seu Interpretante, para uma relação com o mesmo objeto, e isso de maneira tal a trazer uma Quarta para uma relação com aquele Objeto da mesma forma, ad infinitum. Se a série é rompida, o Signo, nesse ponto, perde seu caráter significante perfeito. (Peirce apud Santaella, 1995, p. 29).


Charles Sanders Peirce (1839-1914) foi um filósofo, pedagogista, cientista, linguista e matemático americano. Seus trabalhos apresentam importantes contribuições à lógica, matemática, filosofia e, principalmente à semiótica (termo utilizado pela 1ªvez por Henry Stubbes em 1676). Obra: SEMIÓTICA - Pierce, Charles S., Editora Perspectiva, 2010


Grupos de Signos (Pierce):  

Ícone – analogia/semelhantes ao seu objecto. Fotografia. WC(H/M). Galope de um cavalo, perfume sintético de brinquedos infantis.

Indíce - fisicamente relacionados causal/contingente com o seu objecto. Palidez-fadiga. Mapa. Fumo-fogo. Espirro-constipado. Pegada.

Símbolo - arbitrariamente relacionados com o seu objecto através de uma convenção. Sistemas sígnico de convenções : Palavras e números. Bandeiras. Pomba-paz


Critica :

Um ícone (imagem) pode ter convenção…regras representativas convencionais.

O índice pode ter uma dimensão icónica: pegadas

O símbolo pode ter ícones… onomatopeias (cocorococo).

 Anéis das bandeiras olímpicas (olimp/cinco continentes e países)






Arte em teoria: uma antologia de estética

  Arte em teoria: uma antologia de estética Vítor Moura   No  REPOSITÓRIUM  da Biblioteca da  UNIVERSIDADE DOMINHO . Centro de Estudos Hum...